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O Solo é uma camada de minerais e restos orgânicos criada pela
erosão das rochas e pela acção dos seres vivos.
É um elemento importantíssimo do ecossistema, pois é dele que
depende a cobertura vegetal que é a base das cadeias tróficas. Além
disso, no solo desenvolve-se uma fauna subterrânea pouco visível,
mas de importância vital para os seres vivos que povoam a
superfície.
É necessário não esquecer que o solo é um recurso finito,
limitado e não renovável.
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Poluição do Solo
Entende-se por poluição do solo, qualquer alteração das suas
características naturais através da deposição, descarga, infiltração
ou acumulação no solo de produtos poluentes.
Quais
os principais poluentes do Solo?
Os principais poluentes do solo são os agrotóxicos e os
lixo/resíduos que são depositados em locais não adequados.
:: Agrotóxicos:
Os agrotóxicos são produtos que podem ser de natureza
biológica, física ou química. São utilizados com a finalidade de
eliminar pragas ou doenças que prejudicam o desenvolvimento da
agricultura.
Existem três tipos de agrotóxicos:
-
Pesticidas,
combatem insectos,
-
Fungicidas,
eliminam fungos,
-
Herbicidas,
matam as plantas daninhas ou invasoras de outra cultura.
Apesar dos benefícios que trazem, por controlarem as pragas que
limitam a produtividade das culturas, o uso inadequado dos
agrotóxicos pode provocar danos ao meio ambiente e na saúde humana.
Veja como são realmente prejudiciais os agrotóxicos:
Através do seguinte exemplo, compreenderá o quanto é perigoso o uso
de agrotóxicos.
Pela acção das chuvas os agrotóxicos, infiltram-se no solo e são
arrastados para os depósitos subterrâneos de água (lençóis
freáticos) e assim acabam por contaminar poços, rios e lagos.
As plantas exageradamente pulverizadas com estes produtos também os
acumulam.
O peixe, por exemplo, à medida que se alimenta das plantas
contaminadas e bebe água também contaminada com agrotóxicos, irá
contaminar o homem quando este o integrar na sua alimentação.
Assim, acaba-se por se desenvolver uma contaminação em cadeia,
bastante perigosa.
Os
fertilizantes
(adubos e correctivos orgânicos) visam prevenir as deficiências em
substâncias vitais à sobrevivência dos vegetais. São aplicados na
agricultura com o objectivo de aumentar e melhorar a produção.
Uma solução para não ter que utilizar fertilizantes de síntese nem
agrotóxicos será optar pelo modo de produção biológica.
 
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Modo de produção de
agricultura biológica
O modo de produção biológica baseia-se no funcionamento do
ecossistema agrário e recorre a práticas, como rotações de
culturas, adubos verdes (luzerna, trevo e
estrume), luta biológica (joaninhas)
contra pragas e doenças, que fomentam o seu equilíbrio e
biodiversidade.

É um modo de produção onde existe uma interacção dinâmica
entre o solo, as plantas, os animais e os
humanos, considerando-os como uma cadeia indissociável, em que
cada um afecta os restantes.
Já é possível encontrar estes produtos à venda no supermercado, se
achar que são um pouco caros, pense que até o podem ser, mas é uma
solução para o bem da nossa saúde e da saúde da natureza.
 
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Erosão
A nível mundial, a
erosão é a principal ameaça ambiental para a sustentabilidade
e capacidade produtiva do solo e da agricultura convencional.
A erosão resulta da remoção das partículas mais finas do solo
por agentes como a água e o vento, que as transportam para outros
locais, resultando na redução da espessura deste, perda de funções
e, em caso extremo, do próprio solo, podendo ainda implicar a
contaminação de ecossistemas fluviais e marinhos, assim como danos
em reservatórios de água, portos e zonas costeiras.
A
erosão poderá
ser desencadeada
pelo homem
quando:
-
este constrói casas estradas, parques de estacionamento;
-
não utiliza o solo de forma sustentada, ou seja, explora-o
demasiado, tanto para a agricultura como para a criação de gado;

-
elimina a camada protectora do solo.
Porque
é importante a matéria orgânica no solo?
A manutenção da matéria orgânica do solo é bastante importante, do
ponto de vista físico-químico, dado que contribui para a
manutenção da sua estrutura, melhora a infiltração e a
retenção da água, aumenta a capacidade de troca,
contribuindo para o acréscimo da produtividade.
 
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A Desflorestação
A desflorestação consiste na destruição de florestas através do
abate de árvores, incêndios ou da agricultura e do pastoreio
intensivo.
A principal causa de desflorestação em Portugal são os incêndios
florestais.
Efeitos da desflorestação:
-
Provoca o crescimento do deserto,
isto porque ao eliminar árvores das florestas o solo fica
desprotegido, e desgasta ao longo dos tempos a camada
superficial, aparecendo as rochas onde se torna impossível
crescer vida.
-
Contribui para o efeito de estufa,
porque uma vez que as plantas absorvem o dióxido de carbono, se
existem menos árvores o gás é absorvido em menor quantidade
ficando na atmosfera, contribuindo assim para o efeito de
estufa.
 
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Desertificação
A desertificação é um processo de degradação ambiental, no
qual um território adquire as condições climáticas dos desertos,
devido à destruição da vegetação e também devido a uma forte erosão
sofrida pelo seu solo, podendo conduzir a situações de degradação
ambiental irreversíveis.
É um processo global que afecta cerca de 1/6 da população
mundial e aproximadamente 30% dos continentes.
Principais causas da desertificação:

Fonte:
Indicadores de desertificação para Portugal Continental
 
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