A camada superficial da crosta terrestre forma nalgumas zonas do planeta uma estrutura especial chamada solo. Este resulta:

  • da actividade química e mecânica, que esfarela a rocha-mãe até formar rochas pequenas, gravilha e areias;

  • da actividade biológica dos seres vivos que vivem nele.

Um solo é essencialmente constituído por húmus, sais minerais e água. O húmus é uma matéria negra constituída por restos de vegetais (ramos pequenos, folhas, frutos, e os produtos da sua decomposição) e resíduos de origem animal (fezes, cadáveres, etc.).

E, não nos podemos esquecer dos milhões de microorganismos e outros seres vivos (insectos, lagartas, fungos, etc.) que vivem no solo!


   :: A Poluição do Solo:

A poluição do solo refere-se à introdução de materiais que podem modificar em quantidade ou qualidade as suas características físicas e biológicas ou a sua composição química, dando origem a problemas de utilização pelos seres vivos.

Os principais poluentes do solo são os agrotóxicos e os montes de resíduos/lixo que se acumulam em locais que não são adequados.

Os agrotóxicos são substâncias, que contêm metais tóxicos, usadas pelos agricultores nas plantações, para impedir que certos insectos e parasitas destruam as culturas. Funcionam como uma vacina contra as doenças das plantas!

No entanto, estas substâncias também matam animais e plantas que são benéficos para o solo, como as abelhas, minhocas, joaninhas e cogumelos. Depois, os pássaros, como as codornizes e as perdizes, engolem estes insectos mortos e envenenados e morrem também.

Os fertilizantes e adubos servem para fazer as plantas crescerem mais fortes e para os agricultores produzirem mais. O problema surge quando comemos esses alimentos, pois estamos ingerir também os agrotóxicos e fertilizantes usados nas culturas.

Os principais agrotóxicos são os pesticidas e os herbicidas. Cada um mata um tipo de praga.

Os principais fertilizantes e adubos são os fosfatos e nitratos.

  • Porque é que os adubos são poluentes?

  • Porque os agricultores os usam em excesso, por acharem que as plantas têm mais olhos do que barriga! Depois, como as plantas não os usam todos, os adubos acumulam-se no solo. Quando chove, os restos de adubo que as plantas não usaram, são arrastados para os rios e infiltram-se no solo, juntando-se às águas subterrâneas. E depois podem surgir grandes problemas, pois muitas vezes as águas subterrâneas são utilizadas para abastecer casas. Logo, precisamos de muito cuidado quando abrirmos a torneira em casa, a água pode estar poluída com adubos!

  • E os adubos? São prejudiciais para a nossa saúde?

  • São sim! Os principais fertilizantes e adubos contêm fosfatos e nitratos. Estes produtos fixam-se nos glóbulos vermelhos do nosso sangue, que levam o oxigénio ao cérebro, e prejudicam o seu trabalho!

Felizmente existem alguns agricultores que não utilizam nem fertilizantes nem agrotóxicos. Para combaterem as pragas utilizam soluções naturais. Por exemplo, usam-se joaninhas para comerem os pulgões que se alimentam das plantas, destruindo-as; e usa-se estrume, trevo e luzerna como adubos "verdes". Este tipo de agricultura chama-se agricultura biológica. Em muitos dos supermercados já existem à venda estes alimentos provenientes da agricultura biológica. Os preços são um pouco mais caros, mas estes produtos trazem grandes vantagens para a nossa saúde e para a saúde da natureza.


   :: Erosão:

Erosão: é o processo natural em que os agentes meteorológicos, como o vento, a água ou o gelo, desgastam a superfície do planeta. A erosão actua sobre o solo, reduzindo a sua espessura. No entanto, existe a vegetação, por exemplo as florestas, que tem como função proteger o solo da erosão.

  • Quando é que o Homem é responsável pela erosão dos solos?

  • Quando o elimina directamente para o urbanizar. Ou seja, para construir casas, estradas, parques de estacionamento, etc.

  • Quando abusa do seu uso e o explora demasiado, tanto para a agricultura como para a criação de gado;

  • Quando elimina a camada protectora do solo, ou seja, quando o Homem destrói a vegetação (ex.: quando abate árvores nas florestas).


    :: A Desflorestação:

A desflorestação, ou seja, a abertura de clareiras nas florestas, tem como finalidade:

  • Recolher a madeira para obter energia, matérias-primas para fazer casas, móveis, e fabricar papel;

  • Desbravar as terras para as cultivar, criar gado, e construir vilas e cidades;

  • Alagar áreas enormes junto das barragens, para guardar maiores quantidades de água. Esta água será usada para: produzir energia, abastecer as casas, regar as culturas e ainda nas fábricas.

Não nos podemos esquecer dos incêndios! Há imensas florestas a desaparecer porque os incêndios destroem imensos hectares todos os anos. Infelizmente, muitos destes incêndios são provocados por criminosos.

  • Como é que a desflorestação provoca o crescimento do desertos?

  • Ao abater as árvores das florestas o solo fica desprotegido, e a terra é arrastada pelas chuvas, aparecendo as rochas que são duras e onde é impossível crescer vida.

  • A desflorestação e o efeito de estufa:

  • As plantas não só produzem oxigénio, como absorvem o dióxido de carbono. Ao destruir as florestas a absorção de dióxido de carbono será muito menor, e este gás será conduzido para a atmosfera contribuindo para o efeito de estufa (ver link).


   :: A Desertificação:

A desertificação é o processo pelo qual uma terra fértil se torna estéril e incapaz de sustentar a vida vegetal - transformando zonas verdes em deserto. Este fenómeno é antigo e natural, devido à erosão, mas o Homem, ao destruir florestas e a esgotar os solos, tem acelerado este processo.

  • Como é que o Homem ajuda o deserto a crescer?

  • Ao abater árvores das florestas sem depois plantar novas árvores no mesmo local;

  • Quando utiliza a chamada agricultura intensiva, ao cultivar sempre a mesma planta, está a saturar e a empobrecer o solo. É preciso deixar os campos descansarem para recuperarem forças!

  • Quando abusa dos bens que o solo nos dá, como a água, as plantas, os minérios.... assim o solo fica cada vez mais pobre e menos fértil.


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